A ânsia de poder não é originada da força, mas da fraqueza.
Erich Fromm [1900-1980] psicanalista e filósofo alemão
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| Charge "Capitão Corona" - Crédito: Financial Times |
Que o ano de 2020 será um ano perdido para quase todo mundo, por causa da Pandemia do Covid-19, não há a menor sombra de dúvida, mas, para o combate à corrupção, está sendo um desastre, com o desmonte total das estruturas de persecução penal do Estado, flagrantemente em conluio com o procurador-geral da República, Augusto Aras, para dar total liberdade ao crime organizado no país.
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Primeiro, Bolsonaro provocou a saída do ex-juiz Sérgio Moro do Ministério da Justiça, porque ele não aceitou mudar o Superintendente da Polícia Federal do Rio de Janeiro, que investigava seu filho corrupto e senador Flávio Bolsonaro, colocando no lugar de Moro alguém aliado a ele e com interesse em agradar ao chefe para se cacifar ao cargo de ministro do STF em vaga que será aberta este ano com a aposentadoria compulsória do ministro Celso de Melo.
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Segundo, conta com seu capacho na Procuradoria-Geral da República, Augusto Aras, indicado ao cargo por Bolsonaro, sem ter sido indicado em lista tríplice, mas por bajulação e promessa de não se dedicar muito em área nenhuma e, com isto, facilitar os planos maquiavélicos de Bolsonaro e, agora, com sua organização criminosa formada por políticos corruptos ligados ao Centrão, que nada mais é do que uma facção política criminosa.
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Augusto Aras trabalha ferozmente para destruir as forças tarefas do Ministério Público Federal, para aliviar a barra dos corruptos aliados de Bolsonaro e se cacifar para ser indicado a um segundo mandato à frente da PGR.
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Juntos, Centrão, ministros corruptos e PGR em sintonia fina contra a sociedade que quer que o Brasil seja passado a limpo e que foi enganada por Bolsonaro, que prometeu combater a corrupção e, depois, abandonou tal promessa para se aliar a bandidos.
Quando da escolha de Augusto Aras para ser indicado a chefe da PGR, Bolsonaro deixou claro que queria uma pessoa que não tivesse viés ambientalista e indigenista, ficando claro que iria trabalhar contra o Meio Ambiente e contra os indígenas, de quem sempre quis tomar as terras para entregá-las a pecuaristas, agricultores e garimpeiros.
Em entrevista concedida à atriz e youtuber Antônia Fontenelle, no dia 30 de agosto e divulgada no dia 2 de setembro de 2019, o presidente disse que o Brasil está "quase na ingovernabilidade no tocante às reservas", já reconhecido como “territórios indígenas”.
De acordo com o presidente "A intenção dessas grandes reservas, e isso sempre se discutiu na ONU, é que, pela autodeterminação dos povos indígenas, seriam novos países no futuro".
E repetiu sua ladainha contra os indígenas e contra as minorias: “será determinante para a escolha de novo procurador-geral da República a opinião do candidato sobre meio ambiente e minorias". "Cada vez se quer mais terra pra índio”.
Sobre o próximo PGR, o presidente afirmou que o candidato a ser escolhido por ele tem de ser nota 7 em tudo. “Não ser 10 num ponto e 2 no outro", afirmou. Ou seja, sua ideia de um PGR é que ele seja ‘meia boca’ em tudo e que, com isto, não defenda ou não persiga, com maior ênfase, A ou B, mas leve a coisa no banho-maria e que a mediocridade seja a marca de sua atuação.



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