Não vou sujar as minhas mãos tentando tirar sua máscara, porque minha única certeza é que as máscaras sempre caem sem ajuda de ninguém.
Autor desconhecido
Bandido bom é bandido morto! Este foi um dos lemas sustentado, por muito tempo, nas polêmicas postagens criadas por Jair Bolsonaro e seu filho Carluxo, nas redes sociais, para fomentar e angariar a simpatia e votos entre os seguidores bolsonaristas mais radicais [ou mais idiotizados, como queiram].
Mas, como todo bipolar que se preze, Bolsonaro pai vive um dilema, que é compartilhado com o bipolar filho: para manter sua crença viva (piada, né?), ele vetou a obrigatoriedade do uso de máscaras nos presídios, dando ao Covid-19 a chance de exterminar parcela da população carcerária, já que estão proibidas as visitas aos presidiários e o Estado foi desobrigado de fornecer máscara de proteção aos detentos.
Assim, pensa o Gabinete do Ódio, que a culpa pela provável morte de muitos recairá sobre os chineses e não nas decisões genocidas do Palácio do Planalto. E, claro, sua claque irá fazer festa relembrando a famosa frase dita por Harvey Specter "Às vezes, os mocinhos precisam fazer coisas ruins para que os bandidos paguem". Mocinhos, eu disse mocinhos? Está mais para Serial Killers!
De outro lado, Bolsonaro pai precisa proteger alguns bandidos, a começar pelo filho primogênito, encalacrado até o pescoço com a Justiça. Mas, outros grandes bandidos, que hoje o protegem de ter seu mandato cassado, precisam de proteção contra a Justiça e, para tanto, Bolsonaro pai se une a Bolsonaro filho e colocam em marcha a defesa nas redes sociais do acordo espúrio que envolve seu casamento com os maiores corruptos da República e que se uniram em uma grande Organização Criminosa chamada Centrão. E, e como estratégia, realizam ataques a todos que representam o combate à corrupção, como a traição feita ao ex-juiz Sérgio Moro, tentando manipular a Polícia Federal para não investigarem o "01", o Rei da Rachadinha carioca e todas as fake news que disparam através de robôs regiamente pagos com dinheiro público e de idiotas de plantão que não medem esforços para trabalharem para o mestre supremo.
Se vetar este item da lei de uso obrigatório de máscaras já denota tanto ódio pelo ser humano, imagina o quanto doente mental é o presidente da República ao vetar a obrigatoriedade do uso de tais proteções em ambientes fechados e com aglomeração de pessoas, como é o caso de escolas, igrejas, teatros, cinemas e qualquer outro ambiente fechado e com reunião de pessoas.
De acordo com Josias de Sousa, "derrotado pelo vírus, país ligou o botão dane-se". Dane-se a vida dos outros, desde que salvem a pele da bandidagem política nacional!
Mas, como na vida, mais vale a Lei do Retorno do que as leis aprovadas no Congresso Nacional, na tarde de ontem, veio a público a informação de que o presidente da República apresenta sintomas de Covid-19. Talvez, uns 60 dias afastados do cargo e alguns entubados em uma UTI o levem a repensar tanta asneira e covardia.
De acordo com Josias de Sousa, "derrotado pelo vírus, país ligou o botão dane-se". Dane-se a vida dos outros, desde que salvem a pele da bandidagem política nacional!
Mas, como na vida, mais vale a Lei do Retorno do que as leis aprovadas no Congresso Nacional, na tarde de ontem, veio a público a informação de que o presidente da República apresenta sintomas de Covid-19. Talvez, uns 60 dias afastados do cargo e alguns entubados em uma UTI o levem a repensar tanta asneira e covardia.
O
jornalista, biógrafo e escritor mineiro, Ruy Castro, escreveu para a coluna
Opinião do Jornal do Brasil, do dia 2 de julho de 1993, o artigo “Diabolismos contra Itamar”, no qual
analisava o que e quem estaria por trás da onda conspiratória contra o
presidente Itamar Franco, envolvendo supostas “namoradas” com o objetivo,
talvez, “de mandá-lo mais cedo para a sua casinha de sapé, em Juiz de Fora”. Entre os “diabolistas conspiratórios”,
Ruy Castro sugeria a ação de Bolsonaro:
(...) Bem, estabelecido que esses rumores compõem uma conspiração, quem estaria por trás da dita? Candidatos não faltam. O deputado Jair Bolsonaro é um. Há dias ele se candidatou a um haraquiri político, pregando o fechamento do Congresso e a volta da ditadura militar. Ex-militar ele próprio, Bolsonaro ainda não se adaptou muito bem ao universo paisano. Às vezes, ao passar por um porteiro de boate, bate continência, confundindo-o com um marechal. Terá sido a Bolsonaro que Itamar se referia quando disse, anteontem, que precisamos ficar alerta para uma tentativa de golpe de estado? Se foi, podemos relaxar, porque Bolsonaro não derruba nem pinos de boliche. (...)
(Trecho do livro "Jair Messias Bolsonaro: da Caserna ao Palácio do Planalto - Amazon- 2020)



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