Não quero flores no meu enterro, pois sei que vão arrancá-las da floresta.Chico Mendes [1944-1988] ativista ambiental em favor da Amazônia
A pesquisadora sênior do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Lubia Vinhas, doutora em Computação Aplicada e coordenadora-geral de Observação da Terra foi exonerada do cargo depois da divulgação de que o desmatamento da Amazônia bateu recorde no último mês de junho de 2020, com mais de mil quilômetros quadrados de floresta tendo sido jogada abaixo.
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exoneração, assinada pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, foi
publicada na edição de ontem (13/7) do "Diário Oficial da
União".
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Ano passado foi demitido o diretor-geral do INPE. Dr. Ricardo Galvão, pelo mesmo motivo: divulgar dados sobre os criminosos desmatamentos da Amazônia. Para o genocida Jair Bolsonaro, parece que mais vale a mentira e a destruição da floresta do que enxergar a necessidade de se preservar a floresta,ato tão cobrado por muitos países de importância vital para os negócios brasileiros. Mas, para ele, isto é nada e o objetivo é abrir caminho para os madeireiros, garimpeiros e grileiros e destruir os indígenas, que parece ser o seu grande objetivo.
Nota 1: Em abril de 1998, militando como um deputado federal do “baixíssimo clero”, mais uma vez atacava os indígenas brasileiros, em discurso proferido na Câmara dos Deputados, quando afirmou em alto e bom tom que "a cavalaria brasileira foi muito incompetente. Competente foi a Cavalaria norte-americana, que dizimou seus índios no passado e hoje em dia não tem esse problema em seu país”. Claro, ele recebeu inúmeras - e fundadas -, críticas por dizer tamanha imbecilidade, atacando irmãos índios e legítimos “donos” da floresta.
Nota 2: No dia 14 de maio de 2008 foi um “dia de índio” na Câmara dos Deputados, que discutia em audiência pública, os problemas relativos à Reserva indígena Raposa Serra do Sol, onde a Polícia Federal havia prendido o líder arrozeiro Paulo Cézar Quartiero e tentava expulsar os invasores da reserva.O ministro da Justiça Tarso Genro, que prestava seu depoimento às Comissões de Relações Exteriores e Defesa Nacional e da Amazônia, defendeu a atuação da PF e da Força Nacional de Segurança em Roraima e afirmou que os arrozeiros que se negavam a deixar a reserva indígena agiam como terroristas, dizendo ainda que as forças do Estado iriam atuar para desarmar os arrozeiros, além de dizer que na região também existiam grileiros, traficantes e grupos violentos.
Durante as quase três horas de duração da audiência, Bolsonaro e Tarso Genro discutiram diversas vezes, tendo o deputado chamado Tarso de “terrorista mentiroso” com o ministro respondendo que a ele “não impressionava gritos e olhos arregalados”.
Tarso Genro também classificou de fantasiosa a ideia de que a demarcação das terras indígenas de forma contínua iria provocar a perda de soberania do Brasil sobre tais territórios, e afirmou que as Forças Armadas tinham total ascensão sobre tais áreas e que poderiam intervir a qualquer momento para defendê-las.
E a audiência pública foi encerrada justamente pelo líder indígena Jecinaldo Sateré Maué, que provocou a maior confusão ao tentar jogar um copo de água em Bolsonaro.
- É que eu não tinha uma flecha naquela, justificou Maué por ter atirado o copo de água no deputado.



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