É triste pensar que a natureza fala e que o gênero humano não a ouve.Victor Hugo [1802-1885] escritor francês
O vice-presidente da República, general Hamilton Mourão - que não pode ser demitido por Jair Bolsonaro - está entre fazer o certo e que ele acredita, que é defender a Amazônia contra os gananciosos que querem destruí-la, ou seguir a orientação errônea do presidente da República e deixar que os madeireiros e garimpeiros a destruam.
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E o fiel da balança está sendo a União Europeia e os investidores estrangeiros que exigem que a floresta seja preservada e os índios protegidos da ganância do homem branco. E isto, coloca o general Hamilton Mourão, que coordena o Conselho Nacional da Amazônia Legal, em situação complicada e só a pressão internacional poderá fazê-lo cumprir a missão, já que ele está submisso ao projeto genocida de Jair Bolsonaro e oscila entre um lado e outro desta equação.
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Por exemplo, na terça-feira (14) o general Hamilton Mourão afirmou que o Exército deveria deixar o mais rápido possível sua ação na Amazônia, conforme relata o Valor:
De acordo com Mourão, o governo deve colocar a reestruturação dos órgãos que atuam na Amazônia como prioridade, de forma a encerrar o quanto antes a presença dos militares na região. “Sem isso, vamos ficar no emprego prematuro e constante das Forças Armadas, que devem ser preservadas para outras atividades”, disse.
Já na quarta-feira (15), chamado a falar aos senadores sobre as queimadas na Amazônia, afirmou que o governo pode prorrogar a GLO na Amazônia até o fim de 2022. Deu belas respostas, mas apenas de olho no dinheiro que poderá vir abastecer o Fundo Amazônia, pois, ele próprio declarou que é muito difícil fiscalizar o desmatamento da floresta.
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O presidente defende que as riquezas da Amazônia devem ser extraídas por quem quiser e dela "precisar". E nessa sua insana ideia, ele é seguido pela maioria do Parlamento brasileiro, que apenas forma uma grande Organização Criminosa.
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Por essas e outras, o tal Conselho da Amazônia é formado apenas por militares, conforme conta o UOL:
O Conselho Nacional da Amazônia passou a funcionar na Vice-Presidência da República do governo Bolsonaro sem a participação de representantes do Ibama e da Funai (Fundação Nacional do Índio), dois órgãos com atuação direta na proteção do meio ambiente e das populações tradicionais da Amazônia.
Tem assento no conselho 15 coronéis, sendo 12 do Exército e três da Aeronáutica, um general, dois majores-brigadeiros e um brigadeiro, além do próprio presidente do órgão, o general da reserva Hamilton Mourão (PRTB), vice-presidente da República.
Não custa lembrar o que já disse Bolsonaro sobre a Amazônia
No dia 14 de maio de 2008 foi um “dia de índio” na Câmara dos Deputados, que discutia em audiência pública, os problemas relativos à Reserva indígena Raposa Serra do Sol, onde a Polícia Federal havia prendido o líder arrozeiro Paulo Cézar Quartiero e tentava expulsar os invasores da reserva.
O ministro da Justiça Tarso Genro, que prestava seu depoimento às Comissões de Relações Exteriores e Defesa Nacional e da Amazônia, defendeu a atuação da PF e da Força Nacional de Segurança em Roraima e afirmou que os arrozeiros que se negavam a deixar a reserva indígena agiam como terroristas, dizendo ainda que as forças do Estado iriam atuar para desarmar os arrozeiros, além de dizer que na região também existiam grileiros, traficantes e grupos violentos.
Durante as quase três horas de duração da audiência, Bolsonaro e Tarso Genro discutiram diversas vezes, tendo o deputado chamado Tarso de “terrorista mentiroso” com o ministro respondendo que a ele “não impressionava gritos e olhos arregalados”.
Tarso Genro também classificou de fantasiosa a ideia de que a demarcação das terras indígenas de forma contínua iria provocar a perda de soberania do Brasil sobre tais territórios, e afirmou que as Forças Armadas tinham total ascensão sobre tais áreas e que poderiam intervir a qualquer momento para defendê-las.
E a audiência pública foi encerrada justamente pelo líder indígena Jecinaldo Sateré Maué, que provocou a maior confusão ao tentar jogar um copo de água em Bolsonaro.
- É que eu não tinha uma flecha naquela, justificou Maué por ter atirado o copo de água no deputado.


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