terça-feira, 28 de julho de 2020

A fábrica criminosa de notícias falsas

Quem sabe, muitas vezes não diz. E quem diz muitas vezes não sabe.
Máxima do jornalismo investigativo

O presidente Jair Messias Bolsonaro, continua agindo para sua torcida, alheio ao que de fato se passa na República ou fingindo que não vê, como em sua mais nova invencionice ao protocolar Ação Direita de Inconstitucionalidade (ADI) questionando a constitucionalidade da decisão do ministro Alexandre de Moraes que determinou a retirada, pelo Twitter e pelo Facebook, de contas fake de pessoal ligado ao Gabinete do Ódio, patrocinado por empresários bolsonaristas e pelo Governo Federal.
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Acontece, que na referida ADI, assinada pela AGU e pelo próprio presidente da República, não há questionamentos legais com corpo suficiente para causar a mudança da decisão tomada pelo STF, e está sendo classificada no meio jurídico como um discurso feito para agradar os apoiadores do presidente, apenas batendo na tecla de que é preciso respeitar a liberdade de expressão consagrada na Constituição Federal.
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Quem viu ou leu as mensagens do presidente do PTB, o mensaleiro Roberto Jefferson, um dos que são defendidos por Bolsonaro, já que agora são unha e carne, deve ter ficado enojado da baixaria que este senhor utilizou para atacar a honra de ministros da Suprema Corte. A decisão do ministro Alexandre de Moraes foi até serena, pois o que este sórdido mensaleiro e amiguinho dos Bolsonaros fez merecia cadeia. Para um amigo, com quem comentei o fato, fui além: ele merecia levar um tiro na cabeça, pois em nada sua fala dizia respeito a críticas amparadas pela "liberdade de expressão"; ele cometeu crimes e deve ser punido por isso.
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A defesa que Bolsonaro faz dessa gente reflete bem o seu mau caratismo; um sujeito que jurou lealdade a um programa de governo que contemplava uma ferrenha luta contra a corrupção, se vendeu à bandidagem do Centrão para salvar o filho mais velho, tesoureiro da família em negócios ilícitos, da prisão e, por consequência, o resto da família envolvida em crimes de lavagem de dinheiro, improbidade, desvio de dinheiro público e outros a serem ainda desnudados pela Polícia Federal.
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O ministro Edson Fachin, um dos que foram sordidamente atacados pelo mensaleiro Roberto Jefferson foi sorteado para relatar a ADI da AGU/PR, que nada tem de interesse público envolvido, mas foi feita para a defesa de particulares, que usurparam o direito à liberdade de expressão, para produzir fake news, atacar a honra de pessoas e destruir reputações, especialmente de quem poderá vir a concorrer em 2022 à Presidência da República, como é o caso do ex-juiz Sérgio Moro, que todo dia é enxovalhado pela Organização Criminosa comandada pelo presidente Jair Bolsonaro e por seu filho Carlos Bolsonaro & Cia.
O agora ex-presidente do Banco do Brasil, Rubem Novaes declarou, depois de pedir demissão do cargo na semana passada, não ter se adaptado ‘à cultura de privilégios, compadrio e corrupção de Brasília’.
Está aí um trecho da verdadeira história da família Bolsonaro que ficou milionária depois que entrou para a política e ainda tem idiota que acredita que essa turma á honesta...
wNo pedido ao STF, o governo reclama de “decisões judiciais” que violariam os direitos constitucionais de usuários de redes sociais. Mas não aponta que decisões seriam essas. “Arrisco dizer que ação sequer pode ser conhecida, porque para alegar conflito de decisões com a Constituição, precisa apontar o conflito de maneira concreta”, comentou o ex-AGU, segundo O Antagonista.
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