Para o mau-caráter trair e enganar é algo normal, ele é um canalha que não tem misericórdia nem compaixão de ninguém. É um ser ambicioso, falso, egoísta e maléfico.Izzo Rocha
Em
recurso à Justiça Federal, Jair Bolsonaro afirmou não ter tido
nenhuma influência sobre a portaria editada para aumentar em três vezes o
acesso a munições por parte de quem detém o registro de armas, informa o
Estadão.
Para
o presidente, que se manifestou por meio da AGU, os possíveis vícios
encontrados na portaria –já derrubada por decisão judicial– devem ser
atribuídos às autoridades que a assinaram; Sergio Moro, então ministro da
Justiça, e Fernando Azevedo e Silva, o titular da Defesa.
Bolsonaro é réu na ação sobre a norma que corre na Justiça
Federal. Em maio, reportagem do jornal paulistano mostrou que a publicação
da portaria pelo Exército foi ordem expressa do presidente aos ministros da
Justiça e da Defesa.
A
norma foi assinada pelos dois ministros em 23 de abril, um dia antes da
saída de Moro do governo –e um dia depois da reunião ministerial de 22 de
abril, em que Bolsonaro se refere à portaria nestes termos:
“Peço ao Fernando e ao Moro que, por favor, assinem essa portaria hoje que eu quero dar um puta de um recado pra esses bostas [governadores e prefeitos]! Por que eu tô armando o povo? Porque eu não quero uma ditadura! E não dá para segurar mais!”
Embora a Portaria tenha sido derrubada em 1ª Instância e confirmada em 2ª Instância, a Justiça quer saber quem, de fato, foi o responsável pela decretação da autorização para que civis passassem a ter direito de comprar 550 munições por mês ao invés da Portaria que vigorava desde janeiro de 2020, que limitava a compra de munições a 220 por ano.


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