Esse tema Cloroquina é fumaça em forma de cortina. É debate periférico, colérico e histérico. É foco desviado de um governo baqueado; indiferente ao sofrimento, à coerência e ao tormento. “Adriano Peralta Moraes - delegado da Polícia Civil do Mato Grosso.
Embora menos comentado, o veto do presidente Jair Bolsonaro ao artigo que obrigava o fornecimento de água potável, alimentação e leito hospitalar a indígenas e quilombolas - atualmente em fase de contestação junto ao Supremo Tribunal Federal, só demonstra o quanto ele é racista e indiferente à vida humana, querendo com tal medida se ver livre de parcela destas populações,para entregar suas terras aos velhos comparsas do Centrão, num "troca-troca" criminoso e que precisa ser impedido.
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Sobre os quilombolas...
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Sobre os quilombolas...
No dia 14 de abril de 2018, Jair Bolsonaro foi denunciado, pela Procuradoria-Geral da República, ao Supremo Tribunal Federal, por crime de racismo, pelas palavras injuriosas que dirigiu aos quilombolas, indígenas, refugiados, mulheres e LGBTs, durante o discurso que fez no Clube Hebraica (RJ), em 3 de abril de 2017. Na ocasião, Bolsonaro afirmou:
- Eu fui num quilombo em Eldorado Paulista. O afrodescendente mais leve lá pesava sete arrobas. Não fazem nada! Eu acho que nem pra procriador servem mais. Mais de R$ 1 bilhão por ano, gastos com eles. Recebem cesta básica e mais material e implementos agrícolas. Você vai a Eldorado Paulista, você compra arame farpado, você compra enxada, pá, picareta por metade do preço vendido em outra cidade vizinha. Por quê? Porque eles revendem. Não querem nada com nada. Vendem tudo!
Mas não era a primeira vez que Bolsonaro criticava os quilombolas, taxando-os de “preguiçosos”. Em maio de 2016, ele, em seu gabinete da Câmara dos Deputados, dava uma entrevista ao correspondente do New York Times, falando sobre a eventual cessão da Base de Lançamento de Alcântara para uso dos Estados Unidos, quando criticou o projeto do PT que queria beneficiar os quilombolas com parte dos lucros da base:
- Base de Alcântara. Você viu o que a esquerda fez com vocês; americanos?
- Ucrânia...
- É. Resolveu fazer um acordo com a Ucrânia, que vivia no guarda-chuva da Rússia. Depois teve aquele problema. É 1 bilhão de reais nosso jogado fora.
- E tá parado?
- Tá parado. E a Ucrânia agora assinou um Acordo de Salvaguarda com vocês, os Estados Unidos, e o Brasil não quer assinar. Tem certas coisas que é segredo de Estado. É segredo industrial. Por que não quer assinar? Eu quero ver o que tem dentro do container. Podíamos estar lançando aí algumas dezenas de satélites por ano aqui no Brasil. Mas também contra isso, o que um deputado do PT fez? Nós conseguimos segurar o projeto. Criaram bolsa-satélite. Sabe o que é isso? Tem bola-família, tem bolsa tudo aqui. Bolsa crack, em São Paulo, bolsa-prostituta, tem de tudo no Brasil. O deputado do PT queria criar a bolsa-satélite. Ou seja, cada satélite que fosse lançado, 20% do lucro iria para a comunidade quilombola ali do lado. Então o quilombola, descansado [coloca as mãos atrás do pescoço e vira a cabeça para trás simulando uma pessoa descansando], só contanto: mais um satélite; vai buscar lá 2 milhões de dólares. Esse País não pode ir pra frente. (...)
Sobre os indígenas...
Em entrevista concedida à atriz e youtuber Antônia Fontenelle, no dia 30 de agosto e divulgada no dia 2 de setembro de 2019, o presidente disse que o Brasil está "quase na ingovernabilidade no tocante às reservas", já reconhecido como “territórios indígenas”.
De acordo com o presidente "A intenção dessas grandes reservas, e isso sempre se discutiu na ONU, é que, pela autodeterminação dos povos indígenas, seriam novos países no futuro".
E repetiu sua ladainha contra os indígenas e contra as minorias: “será determinante para a escolha de novo procurador-geral da República a opinião do candidato sobre meio ambiente e minorias". "Cada vez se quer mais terra pra índio”.
Sobre o próximo PGR, o presidente afirmou que o candidato a ser escolhido por ele tem de ser nota 7 em tudo. “Não ser 10 num ponto e 2 no outro", afirmou. Ou seja, sua ideia de um PGR é que ele seja ‘meia boca’ em tudo e que, com isto, não defenda ou não persiga, com maior ênfase, A ou B, mas leve a coisa no banho-maria e que a mediocridade seja a marca de sua atuação.
O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira (8) a adoção pelo governo federal de cinco medidas para proteger as comunidades indígenas e evitar a mortalidade pela Covid-19. Uma vergonha para um presidente da República que jurou governar para todos e continua agindo como um canalha que sempre foi.


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