Podemos facilmente perdoar uma criança que tem medo do escuro; a real tragédia da vida é quando os homens têm medo da luz.
Platão - filósofo e matemático grego
Em sua atual estratégia para tentar se livrar da degola e, por tabela, conseguir ampliar sua base eleitoral, com vistas à eleição de 2022, a Comunicação da Presidência lançou na data de ontem (1º/7/2020) nova forma de comunicação, um vídeo com perguntas e respostas sobre ações do Governo, chamado de "Alô Presidente".
É uma ação de Comunicação "fake", no nascedouro e na criação. Explico: este foi o nome de um programa de rádio produzido para o ex-presidente da Venezuela, Hugo Chaves, agora copiado pelo seu fã Bolsonaro. E, para não ficar somente nisso, de acordo com o perfil no Twitter CERCA LIVRE - @BotGadoDetector, os supostos eleitores fazendo perguntas, por telefone, ao 'chefe supremo', não passam de montagens com fotos achadas na internet e dublagens.
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Como a equipe de Comunicação da Presidência da República foi pega na mentira, desmoralizada pela propaganda fake, a Secom soltou na tarde do mesmo dia de veiculação da "nova" propaganda a seguinte nota:
O vídeo "Alô Presidente", publicado nesta quarta-feira (1º) nas redes sociais de Jair Bolsonaro é "uma peça-piloto inacabada que não deverá ser veiculada, não possuindo, portanto, caráter oficial. De todo modo, a fim de sanar qualquer tipo de distorção dos fatos, o vídeo foi retirado do ar".
Esta é uma prova inconteste de que a imprensa deve ser livre para investigar e informar o cidadão sobre as tramoias de seus governantes, pressionando para que tenham um postura mais coerente e menos corrupta.
Mas, mesmo com a desistência da Secom em continuar com o "Alô Presidente", é oportuno reviver o ano de 1999, quando o deputado federal Jair Bolsonaro externou sua admiração pelo então recém-eleito presidente da Venezuela.[1]
Mas, mesmo com a desistência da Secom em continuar com o "Alô Presidente", é oportuno reviver o ano de 1999, quando o deputado federal Jair Bolsonaro externou sua admiração pelo então recém-eleito presidente da Venezuela.[1]
Bolsonaro, que sempre defendeu o regime militar brasileiro com tanto vigor, também – quem diria -, já teve o ex-ditador Hugo Chaves como um de seus ídolos e isto pode ser comprovado em entrevista que ele concedeu ao Estado de S. Paulo no dia 4 de setembro de 1999, sete meses depois da posse de Hugo Chaves como presidente da Venezuela.
Reveja a entrevista concedida ao jornalista Dida Sampaio, da Agência Estado, e que teve o título “É uma esperança para a AL”:
- O que representa Chaves?
- É uma esperança para a América Latina e gostaria muito que esta filosofia chegasse ao Brasil. Acho ele ímpar. Pretendo ir à Venezuela e conhecê-lo. Quero passar uma semana por lá e ver se consigo uma audiência.
- A qual figura história ele remete?
- Ao marechal Castelo Branco [primeiro presidente do Brasil no Regime Militar, entre 1964 e 1967].
- Por que ele é admirável?
- Acho que ele vai fazer o que os militares fizeram no Brasil em 1964, com muito mais força. Só espero que a oposição não descambe para a guerrilha, como fez aqui.
- O que você acha dos comunistas apoiarem Chaves?
- Ele não é anticomunista e eu também não sou. Na verdade, não tem nada mais próximo do comunismo do que o meio militar. Nem sei quem é comunista hoje em dia.
Precisamos de um presidente da República em quem possamos confiar e não fakes políticos, que pregam uma coisa e fazem outra bem diversa e contrária ao que a Sociedade brasileira tanto precisa, que é combater a Corrupção desenfreada, que tem sido chefiada, há décadas, pelo Palácio do Planalto.
[1] Extraído do livro "Jair Messias Bolsonaro: da Caserna ao Palácio do Planalto".
Disponível em: https://www.amazon.com/dp/B0851MYZ1V



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