A vida tem caminhos estranhos, tortuosos, às vezes difíceis: um simples gesto involuntário pode desencadear todo um processo.Caio Fernando Abreu
O escritor Nazareno Vieira de Souza, que usa o pseudônimo "Augusto Branco" para assinar suas obras, escreve sobre a força do exemplo: "Seja o exemplo de tuas palavras e haverá um momento em que não precisarás dizer nada sobre coisa alguma. Tuas atitudes falarão por ti!"
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O bom exemplo constrói gestos e ações positivas junto a quem os percebe. Assim, também, ocorre em relação aos maus exemplos, o que nos faz imaginar que alguém que receba das urnas a confiança em exercer um cargo eletivo deveria sempre procurar dar o melhor exemplo. Mas, infelizmente, não é a realidade do Brasil, especialmente vindo do mandatário máximo da República, o presidente Jair Messias Bolsonaro.
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Bolsonaro montou e mantém o maior esquema de produção e distribuição de notícias falsas e agressão a supostos adversários e a quem não aceita ser subjugado por suas ideias retrógradas e corruptas. E vemos milhares de pessoas utilizando tais fake news para ilustrarem nas redes sociais seu apoio ao famigerado "mito", que não passa de mais um político corrupto e aliado à pior escória já criada pelo Congresso Nacional.
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O Supremo Tribunal Federal agiu para obrigar o Facebook e o Twitter a retirar do ar as páginas ligadas a criminosos digitais e, logo, o presidente da República entra com ação, através da AGU, questionando a constitucionalidade da decisão do STF. Dois problemas: incentiva a produção e disseminação de notícias falsas por parte de seus apoiadores e está usando a AGU para defesa de particulares, o que não é legal.
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Desde o início desta Pandemia, Bolsonaro agiu para negar a sua virulência, chegando a chamá-la de "gripezinha" ou "resfriadinho", passou a chamar de "viado" qualquer pessoa que entrava em seu Gabinete usando máscara e saindo por Brasília sem máscara e provocando aglomeração de seus apoiadores e o consequente risco da disseminação do Covid-19.
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Agora, vem as consequências: 2,8 mil pessoas [1] que trabalham para o Palácio do Planalto (pessoal direto e terceirizado) tiveram de ser colocados em home office, já que o presidente foi infeccionado pelo vírus (como se isso fosse possível!) e mais de 30 servidores também foram acometidos pela doença.
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E, pelo presidente insistir em alardear que o vírus não lhe causou qualquer problema, exceto ter ficado em relativo isolamento, leva seus apoiadores a renegarem ainda com maior força o uso da máscara e coisa vira uma bola de neve, com todo mundo achando que o problema não vai chegar até ele e toma irresponsabilidade.
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Estamos vindo de 16 anos de governo do PT e MDB, quando tivemos dois grandes focos de corrupção: o Mensalão e o Petrolão, com a descoberta de desvios de dinheiro público, na casa de bilhões e bilhões de reais. E grande parte dos eleitores de Bolsonaro acreditaram que ele, de fato, iria trabalhar no combate à corrupção, pois chegou a convencer o juiz Sérgio Moro a deixar 22 anos de Magistratura para ser seu ministro da Justiça e disse que ele teria total liberdade para escolher seus auxiliares.
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Mas, o que vimos foi o ministro não suportando a pressão para desmontar a PF e deixando o cargo e o caminho ficou livre para Bolsonaro se aliar à bandidagem nacional, aliás, coisa que parece ele sempre esteve ligado, mas somente agora começa a ficar transparente.
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Flávio Bolsonaro não é somente mais um político encrencado com a corrupção; ele, pelo que tudo indica, é o tesoureiro da família e toda ela está envolvida com mil e uma maracutaia, com dinheiro de propina e rachadinha, formando uma organização criminosa familiar que, para tentar se safar, se une ao Centrão - máfia da política -, e dá aos políticos a chave dos cofres públicos, como se dele fosse, para blindar seus filhos, esposa e a ele próprio. Isto é exemplo; mau exemplo. Bolsonaro é um mau exemplo! Alias, UM PÉSSIMO EXEMPLO!
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[1] Você não leu uma fake news. Ligados ao Palácio do Planalto tem 2,8 mil pessoas. Para se ter uma ideia, somente no Gabinete de Segurança Institucional (GSI) comandado pelo general Augusto Heleno, tem 100 (cem) motoristas.





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